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História de Jacundá Postado segunda, 02 janeiro de 2017 / Gabinete da Câmara 1 - LEI DE CRIAÇÃO:

Lei N. º 2.460 de 29 de Dezembro de 1.961 foi publicada no Diário Oficial do Estado do Pará em 30 de Dezembro de 1961.



2 - ORIGEM DO MUNICÍPIO:

Jacundá foi desmembrado do município de Marabá e Itupiranga com os seguintes limites: Tucuruí, São Domingos do Capim e Itupiranga.



3 – LOCALIZAÇÃO:

Sudeste do Pará, na micro-região de Tucuruí.



4 – ÁREA DO MUNICÍPIO:

2.008,315 km²



5 – COORDENADAS GEOGRÁFICAS:

04º 27`03" de latitude sul 49º 06`59" de latitude oeste



6 – LIMITES:

NORTE – Goianésia do Pará SUL - Nova Ipixuna LESTE – Rondon do Pará OESTE – Novo Repartimento



7 – DISTÂNCIA DA CAPITAL:

420 km



8 – CLIMA:

Tropical úmido com inverno seco, tipo AW na classificação de Köppen. A temperatura média anual varia de 26º a 27ºC, com máxima de 31º a 32ºC e mínima de 21,5º a 22,5ºC. Chove durante todo o ano de 100 a 125 dias de chuva, registrando as maiores precipitações pluviométricas nos meses de fevereiro, março e abril. A média anual de precipitação pluviométrica oscila entre 1.750 a 2.000mm



9 – VEGETAÇÃO:

Predomina a floresta tropical, onde há ipê, castanheira, maçaranduba, muiracatiara, estopeiro, cumaru vermelho e outras espécies arbóreas.



10 – HIDROGRAFIA:

A rede hidrográfica é formada pelos rios Jacundá, Jacundazinho, Arraia, Tocantins, Sabiá, São Domingos, Moju, Jabutizinho, Jabutizão, Grotão do Meio, Iruanã Grande do Valentim, Praia Alta. Pacurui e pelos Igarapés Água da Saúde, Grande, Piranheira e Piteira.



11 – RELEVO:

Tem áreas planas e grandes elevações. É originário de rochas pré-cambrianas já bastante erodidas. A altitude da sede é de 95m. Os tipos de solo encontrados são argilosos, areno-argilosos e arenoso, caracterizados por grande nível de acidez. São férteis e relativamente profundos.



12 – POPULAÇÃO: Conforme censo disponibilizado pelo IBGE (2010), o município possui 51.360 habitantes. (homens: 25.769; mulheres: 25.591, população zona urbana: 45.702; população zona rural: 5.673 habitantes).


Comparativo com o censo de cada período:

1991 1996 2000 2007 2010
43.012 39.455 40.546 51.511 51.360



13 – PRINCIPAIS LOCALIDADES:

Porto Novo, Vila Pajé, Quatro Bocas, Santa Rosa, Centro dos Baianos, Bagaço, Limão e Placa da Moram.



14 – HISTÓRIA:

Habitada inicialmente pelos índios gaviões, a área originária do município de Jacundá teve entre os seus primeiros ocupantes brancos o Coronel Francisco Acácio de Figueiredo, integrante da comitiva do Deputado e Coronel Carlos Gomes Leitão, que chegou ao local em 1892. O pequeno povoado ribeirinho servia de parada para quem navegava pelo Rio Tocantins e sediou a 2º circunscrição judiciária do município de Baião, ao qual pertencia.



Em 1915 cem moradores fizeram um abaixo-assinado e conseguiram afixar o povoado ao território de Marabá. Na época a principal atividade econômica era o extrativismo da borracha, do caucho, da castanha-do-pará e o diamante. Já no final dos anos 30, a exploração de diamantes às margens do Tocantins, na localidade de Foz do Riacho (depois chamado de Jacundá) era a principal fonte da economia local. Por Jacundá passava um trecho da estrada de ferro Tocantins.



Na segunda metade dos anos 70, com a abertura da Rodovia PA-150, a região recebeu um grande número de posseiros. O confronto entre invasores e grileiros foi inevitável. A interferência do extinto GETAT (Grupo Executivo de Terras do Araguaia e Tocantins), a partir de 1980 ajudou a serenar os ânimos. O órgão titulou e demarcou inúmeros lotes de terra, mas os novos proprietários rurais continuaram sem infra-estrutura, como escolas, estradas etc.



Durante esse período instalaram-se na Vila Arraias várias madeireiras, que deram um novo impulso à economia local. Com a construção da barragem de Tucuruí, foram inundados 900 km² do território de Jacundá, deixando submersas cachoeiras, canais, garimpos de diamantes, além da antiga sede do município e de alguns vilarejos. A sede municipal foi transferida das margens do Rio Tocantins para a Vila Arraias, no km 88 da Rodovia PA-150, com o remanejamento das famílias que moravam na área que foi inundada pelo lago da hidroelétrica.



Hoje os índios gaviões vivem numa área destinada, no km 15 da PA-70. Os demais habitantes estão espalhados pela cidade e vilarejos do município, que ganhou autonomia política em 1961.



A palavra Jacundá é o nome genérico de vários peixes da família dos ciclídios, que medem até 26 cm de comprimento e se alimentam de insetos como o jacundá-coroa e o jacundá-pinima. Esta palavra designa, ainda, uma dança indígena, que imita a pesca do jacundá. Nela, homens e mulheres formam um círculo de mãos dadas, alternadamente. Para o centro da roda vai um casal de cada vez, em torno do qual o círculo gira ao som de uma música. Na região onde fica o município há grande quantidade desse peixe, daí a origem do nome. Jacundá também é uma planta da família das miriáceas.



CONDIÇÕES DE INFRA-ESTRUTURA E TRANSPORTE:

As principais vias de acesso ao município são: por hidrovia, através do rio Tucuruí; por rodovia, através da PA-150 e via aérea.



As estradas vicinais de acesso aos núcleos de apoio rural (vilas, povoados e comunidades), constituem 630 km de estradas coletoras, que permitem o escoamento da produção. Mesmo sendo em grande parte, encascalhada, são passíveis de trânsito, ruim na época de inverno, não sendo diferente, portanto, das demais regiões do norte do Brasil.



Os detalhamentos das estradas constam do plano de desenvolvimento rural de Jacundá. A micro-região Jacundá é servida por uma malha viária de aproximadamente 3.000 km. Sendo atendida por um sistema viário com uma frota de 3.340 veículos, com destaque para automóveis (342), motocicletas (1.701), ônibus (24), micro-ônibus (05) e caminhões (277).
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